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Limite de Crédito
O principal objetivo do limite de crédito é estabelecer um "teto" ou um parâmetro, que se permita identificar até quanto do ativo pode-se emprestar ou vender para uma determinada empresa. Ou seja, de quanto vai ser o meu risco.
A maior dificuldade pode estar em, dentro de um universo de diferentes níveis de empresas (boas ou não, grandes ou não), chegar ao final das análises num limite de crédito, onde pode-se correr o risco de não ser o suficiente para atender o potencial de compras e/ou pagamento do cliente.
Clientes bons devem ter limites, agregados a condições de pagamento e margens de lucro, que lhes permitam trabalhar com seus também clientes e fornecedores sem maiores problemas.
Já os clientes com histórico de inadimplência ou com bastante irregularidade nos pagamentos, poderão ter um limite de crédito que permita ao profissional da área o acompanhamento da sua carteira, não para restringir o fornecimento de futuras compras, mas sim para mantê-lo dentro de uma margem de risco satisfatória.
Os limites tem que ser sempre revistos. Podemos ter clientes que no passado eram ótimos pagadores, mas que por causa de mudanças no mercado começam a atrasar seus compromissos, pedir empréstimos, gerando um sucessivo endividamento, e que portanto merecem uma atenção especial. Todavia, cabe a gerência da área determinar em que tempos essa revisão poderá acontecer. Acho que o período mínimo de 6 meses já seria o suficiente, bastando, para atualização do cadastro, solicitar uma informação cadastral às empresas especializadas. Para os casos mais graves, algumas dessas empresas fornecem um serviço de monitoramento do CNPJ/CPF do cliente, quanto ao surgimento ou exclusão de negatividades (protestos, cheques sem fundo, pendências financeiras, e outras).
Observa-se em algumas literaturas a necessidade da criação de um método para estipular limites de crédito, ajudando o analista na tentativa de chegar a um valor que não seja tão grande que possa colocar em risco o ativo da empresa, mas que também não seja tão pequeno que possa barrar futuras compras de seus clientes, que não desagrade aos clientes em potencial e que não beneficie os irregulares. Abaixo alguns desses métodos:
Percentual sobre a média dos 6 últimos faturamentos mensais. Lembrando que este relatório por ser uma demonstração financeira deve estar assinado pelo responsável da empresa e pelo contador;
Percentual sobre a média do maior acúmulo. Este dado é fornecido pelas empresas que prestam informações cadastrais (Serasa, Equifax). Mas atenção a quantidade de empresas informantes destacadas no relatório. O ideal é que sejam mais de 8, para que a média não seja influenciada por um único valor de uma empresa;
Cálculo do desvio padrão sobre os faturamentos do cliente nos últimos 12 meses. Isto vale para clientes habituais, ou seja, clientes a mais de 12 meses e que fizeram ao menos 2 compras nos últimos 6 meses;
Atribuição de notas para alguns índices de demonstrações financeiras, entre uma amostra de clientes bons e ruíns, na tentativa de chegar-se a um percentual;
Porcentagem sobre o Patrimônio Líquido.
Mas, independente do método a ser utilizado, ele deve representar as reais necessidades da empresa, deve ser de conhecimento dos profissionais envolvidos com a política de crédito, e deve se adequar as limitações do sistema. O ideal é que todas as informações relacionadas ao limite de crédito estejam registradas no cadastro do cliente. Tais como: o limite atual do cliente, o valor usado (duplicatas vencidas e a vencer + pedidos em aberto) e o limite disponível, histórico das alterações, e o log de quem as fez.
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